Bodega Diamandes, vale do Uco Mendoza

19 de agosto de 2011

Em minha recente viagem à Mendoza, tive o prazer de conhecer a bodega DiamAndes, no vale do Uco, de propriedade da família do Château Marlatic-Lagravière.

Na chegada tivemos uma grata surpresa: o enólogo Silvio Alberto (ex-Andeluna e um dos melhores professores de enologia da América do Sul), tinha acabado de ser contratado para assumir toda a produção.

Em uma sala de degustação estupenda, provamos toda a linha. Começando pelos brancos, o destaque foi para o excelente Viognier 2010, frutado, untuoso, de corpo médio e com uma tipicidade incrível.

Entre os tintos, vale destacar o Malbec 2010, rico em frutas negras frescas, com sutil aroma de cedro. No palato encanta o seu equilíbrio e persistência.

Sobre a bodega: Instalada dentro do projeto Clos de Los Siete, a DiamAndes foi a ultima das 5 bodegas a ficar pronta. Possui uma arquitetura que impressiona, totalmente moderna e de uma beleza impar. Na parte funcional, toda vinificação é por gravidade.

Para quem deseja passear pela região, a vinícola vai inaugurar um wine bar e um hotel com 8 leitos, na própria casa do proprietário.

Foi realmente uma experiência marcante. DiamAndes é bodega linda, próxima dos Andes, e oferece uma hospitalidade acolhedora.

Grand Tasting 2011 na Casa da Fazenda Morumbi

15 de agosto de 2011

Mais uma vez a Grand Cru realizou de forma brilhante o Grand Tasting. Este ano foram 5 dias consecutivos. Começou segunda (08/08) em Brasília, e passou por Campinas (09/08), São Paulo (10 e 11/08), com o encerramento no Rio de Janeiro (12/08).

Em São Paulo, ambos os dias foram sucesso de publico. Montamos 12 mesas temáticas com rótulos selecionados pela equipe Grand Cru e outras 30 só com produtores, sendo 18 do Novo Mundo e 15 do Velho Mundo.

Entre as mesas temáticas, destaque para os seguintes temas: Brancos Leves com vinhos excepcionais, Albariño Don Olegário 2009, Pouilly Fumé Demoiselle Henri Bourgeois 2009. Na mesa dos Brancos Estruturados, recheada com grandes vinhos, estavam Saint Aubin 1er cru Amiot Guy 2008, Châteauneuf-du-Pape La Nerthe 2008, Condrieu Clos Boucher Delas Freres 2007, Beaune Du Château 1er Cru Bouchard 2009 e Saint Clair Omaka Reserva Chardonnay 2007 ( Nova Zelândia ).

Seguindo os temas, a mesa de Pinot Noir se destacou pelos diferentes estilos, vinhos excelentes como o Volnay 1er cru Cailleret Ancienne Cuvée Carnot Bouchard 2007, Morey Saint Denis Domaine Lambrays 2004.

Na mesa da Itália os vinhos de Bolgheri estavam divinos, Le Serre Nuove Ornellaia 2008 e Sondraia Poggio AL Tesoro 2006. Também vale destacar a tipicidade e a elegância do Saia Feudo Maccari Feudo Maccari 2007.

A Espanha foi representada com vinhos maravilhosos, Quinta da Sardonia Peter Sisseck 2005 ( Castilla y Leon ), Clos Martinet 2005 ( Priorato ), Viñedos Antigos Casajus 2007 ( Ribera Del Duero ).

Dentre os produtores havia alguns lançamentos que os consumidores puderam degustar em primeira mão. Entre eles: Diamandes ( Mendoza ), Zorzal ( Mendoza ), Ruggeri ( Veneto ), Fattoria San Pacrazio Chianti, Fattoria Viticcio Chianti, Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo ( Douro ) e Saracco Moscato d’ Asti ( Piemonte ).

Muitos elogios sobre a qualidade do Prosecco Ruggeri, que apresentou o Quartese, Argeo, Giall’oro, Espumante Rosé de Pinot e o ícone Giustino B (Tre Bicchieri no Gambero Rosso).

Outra mesa incrível foi a do produtor Brancaia ( Toscana ) que apresentou 10 safras de seu vinho ícone o IL Blu ( 1994, 1996, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2005, 2007 e 2008 ).

Ainda tivemos duas degustações paralelas: uma vertical de Amarone do produtor Allegrini conduzida pelo Diego, e a excepcional Bourgogne x Bordeaux de safras antigas, a qual tive o prazer de comandar. Na mesa: Beaune Greves Vigne de L’Efante Jésus 1er Cru 1976 ( Bouchard Père Et Fils ), Clos de Lambrays Grand Cru 1990 ( Domaine Lambrays ), Corton Les Bressandes Grand Cru 1990 ( Domaine Chandon de Briailles ), Château Pichon Longueville 1990 Deuxième Grand Cru, Châtaeu Palmer 1989 Troisième Cru e Château Ausone 1988 1er Grand Cru Classé – Classe A. Os participantes elegeram o Corton juntamente com o Palmer os melhores. O Pichon Baron também teve destaque significativo entre os degustadores.

Viagem a Mendoza Bodega Zorzal

1 de agosto de 2011

Em visita recente a Mendoza, tive o prazer de conhecer a bodega Zorzal, que fica em Tupungato, vale do Uco, no distrito de Gualtallary. Projeto familiar dos irmãos Michelini (Juan Pablo enólogo, Matias enólogo consultor e Gerardo que cuida da administração), a vinícola está a 1350 metros acima do nível do mar. Está na parte mais alta do vale e acima da bodega existe apenas um vinhedo de uma bodega de Lujan de Cuyo. É uma bodega pequena, mas bastante funcional, produzindo tudo por gravidade, o que dispensa o uso de bombas.

O vale do Uco é tido como um dos melhores de Mendoza, onde as variedades expressam muita fruta, bastante frescor e personalidade. Foi muito interessante provar todas as variedades, das distintas linhas.

Iniciamos com a linha de entrada, onde pode perceber uma ótima relação preço-qualidade, vinhos com muita fruta, frescor e consistentes. Gostei bastante do Pinot Noir, que mostrava cor de média intensidade, fresco, notas de cerejas frescas e um leve e agradável aroma de ervas secas.

Passando para linha reserva, todos muito equilibrados, madeira e álcool bem integrados, bom volume e taninos agradáveis. A linha reserva tem 12 meses de envelhecimento em carvalho. Todos se destacaram, mas eu gostei bastante do equilíbrio do Cabernet – Malbec .

A linha ícone, cujo nome é Climax, tem dois vinhos: um Malbec 100% e um Blend (Malbec, Merlot e Cabernet Sauvignon). O Malbec tem muita personalidade, frutas negras, floral e notas de cedro. Na boca é bastante potente e macio (seus 24 meses de barricas contribuiu para este bom equilíbrio). Já o Blend mostrou bastante classe e um pouco de austeridade, passando por notas animais, tabaco e frutas maduras e secas.

Bordeaux En Primeur 2010 Safra Excepcional

29 de junho de 2011
Meus caros,
Acabamos de receber a esperada lista dos Bordeaux En Primeur 2010, uma safra excepcional. Assim como aconteceu em 1989/1990, as safras 2009 e 2010 foram semelhantes em qualidades e rendimentos.
Comprar estes vinhos magníficos nas condições En Primeur é sem duvida uma oportunidade única, pelos preços atrativos.
Boas compras!

Bodega Langa (D.O. Calatayud), Espanha

16 de maio de 2011


A Grand Cru acaba de trazer esta novidade, de imediato apostamos em apenas um de seus vinhos, o Real de Aragom 2007 ( 90 pontos R.P. ) elaborado com vinhas velhas de Garnacha. Um vinho extremamente interessante, amplo em aromas frutados, notas terrosas e florais. Na boca, sua estrutura e equilíbrio somam-se a um tanino sedoso, acidez vivaz e final longo, formando um conjunto perfeito.

A vinícola iniciou suas atividades por volta de 1867, na aldeia de Morata de Jiloca. A propriedade é uma das únicas vinícolas familiares da região. Com aproximadamente 70 hectares de vinhedos, as instalações são modernas, com a cave subterrânea, onde está a sala de envelhecimento. Na parte administrativa estão os irmãos Don Jose Langa e Maria Teresa Langa, enquanto seus filhos Cesar Gonzalez e Juan Jose cuidam da parte técnica.
A zona ocupa 5.621 hectares, formada por 46 municípios. Com uma altitude media de 800 metros acima do nível do mar e clima continental, o solo é bem variado, podendo encontrar Argila, Margas, Quartzo, Calcário, Cascalhos, etc.

Um pouco sobre a região de Calatayud
Esta localizada ao sul da Rioja, na província de Zaragoza, no vale do Ebro, onde há uma importante área fluvial formada pelos rios: Jalón, Jiloca, Mesa, Piedra e Ribota, todos afluentes quase imediatos do rio Ebro.

Existe uma boa variedade de cepas, com predominância da Garnacha, que domina 56% de todos os vinhedos, com importante porcentagem de vinhas velhas. Outras variedades presentes são: Tempranillo, Monastrel, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. As brancas são: Macabeo, Malvasia, Garnacha Branca, Mazuela e Chardonnay.

5° Encontro Annual do Sommelier

4 de abril de 2011

 
Mais uma vez realizamos com sucesso o já tradicional e aguardado Encontro do Sommelier. O evento tornou-se uma tradição entre os profissionais, já que, além de oferecer momentos de descontração e lazer, é também uma oportunidade ímpar de agregar conhecimentos.

Este ano participaram mais de 120 profissionais dos melhores restaurantes e empórios de São Paulo. Cinco vinícolas de renome estiveram presentes: Allegrini (Vêneto), Matarromera e Emina (Ribera Del Duero e Rueda), Quinta da Romaneira (Douro), Pulenta Estate (Mendoza) e Koyle (Colchágua).

Sobre as degustações, eu conduzi a primeira, cujo foco foram os vinhos adequados a restaurantes, empórios e consumidores que estão descobrindo as principais regiões do velho mundo.

Degustamos um Bourgogne AOC Rouge 2008 produzido pela Maison Forgeot, um ótimo exemplar da região, boa fruta, límpido, na boca boa vivacidade, fino e de média persistência. Preço R$ 60,00

O segundo foi o Maria Mansa 2004 (Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional), produzido pela Quinta do Noval do Douro. Uma ampla variedade de aromas, com notas florais, minerais e frutas negras frescas. Na boca, o equilíbrio e os taninos finos se destacaram. Preço R$ 59,00.

Seguindo de forma muito consistente, provamos o Menut 2006 (Garnacha, Cariñena, Cabernet e Merlot), produzido pela Mas Martinet, uma das melhores bodegas do Priorato, região íngreme de difícil cultivo. Nos aromas os aspectos terrosos, mineral típico de vinhos de terroir foram destacados. Na boca mostrou boa estrutura, álcool bem integrado e final longo. Preço R$ 59,00.

Já bastante conhecido, provamos a safra nova do Predicador 2008 da Rioja (Tempranillo), produzido pela bodega Contador. Seu enólogo, Benjamim Romeo, é considerado o gênio da região, tendo já obtido 100 pontos do critico Robert Parker por duas vezes. Voltando ao vinho, muita intensidade aromática, frutas em abundância, notas discretas de baunilha e tostados, na boca é consistente, ótimo corpo, retro-gosto frutado e taninos macios e firmes. Preço R$ 98,00.

Fechamos com um ícone italiano, Barbaresco DOCG 2006 (Nebbiolo), Piemonte, produzido pela vinícola Poduttori di Barbaresco. Esta casa foi a primeira a produzir o vinho que leva o nome desta pequena cidade. Sua história se entrelaça com os pequenos agricultores da região. Bom, vamos ao vinho: elegância, nuance minerais e delicadas notas de trufas brancas foram explodindo no copo. Na boca é realmente gastronômico, precisando de comida para acompanhar dada sua acidez exuberante, taninos já bastante prontos. O preço: R$ 160,00.

Não faltaram elogios neste painel. Os profissionais ficaram maravilhados com a possibilidade de terem grandes vinhos do velho mundo em suas cartas, cobrando preços do novo mundo.

Quantos as degustações dos produtores, prefiro da minha parte destacar o interesse de todos os profissionais presentes, abordando com perguntas enfáticas, demonstrando ótimos conhecimentos, que deixaram uma bela impressão dos enólogos e representantes das vinícolas.

Minha conclusão final, após convesar com varias pessoas, é extremamete posistiva, pois a captaçao sobre nossos produtos foi muito eficaz e perseptível.

Encerro este assunto dando parabéns a todos que participaram pela alegria e interesse demonstrado. Aqueles que não poderam ir devido a permanência no trabalho, estão já convidados para o próximo encontro de 2012.

Novidades para 2011

30 de março de 2011

É com muito prazer que informamos as novidades e as mudanças em nosso portfólio para 2011.

Gostaria de iniciar com as mudanças no portfólio da Itália.
Para preservar de forma ética e profissional nosso relacionamento com os clientes e fornecedores, buscamos sempre manter uma relação comercial muito franca, pois acreditamos que esta é a melhor forma de respeito e seriedade.

Por isso, informamos que, no final do ano passado, tivemos uma reunião comercial com a vinícola Frescobaldi, com o intuito de conseguir uma redução nos preços, para manter nossa política de adequação ao mercado brasileiro. Até o presente momento não recebemos sequer um contato por parte do Frescobaldi a respeito de nossa proposta, deixando a entender desta forma que não há interesse de continuar a parceria.

Vale lembrar que seus vinhos de alta gama são caros e difíceis de vender. Analisando suas etiquetas percebemos que apenas três se destacam em vendas, mesmo com certas limitações. Por isso a saída desse produtor não afetará diretamente nosso faturamento.
Para não perdemos vendas, já conseguimos vinhos com muita expressão e pontuados da região da Toscana para substituir os rótulos mais representativos do Frescobaldi.
 
O Chianti San Prancazio DOCG tem 02 Bicchieri no Gambero Rosso e custa apenas R$ 42,00, ótima opção para o lugar do Remole.

Ainda na Toscana, trouxemos também a Fattoria Viticcio de Chianti Clássico, hoje uma das mais pontuadas da região, tendo seus vinhos com excelente relação preço-qualidade. Chianti Viticcio Clássico DOCG 90 pontos WS e custa R$ 89,00, pode de forma significativa substituir o Nipozzano e o Castiglioni. O seu Riserva 2007 ganhou 93 pts e ficou no 40 lugar nos TOP 100 de 2010 na Wine Spectator.

Uma ótima notícia veio da vinícola Brancaia, que nos prestigiou com a redução de preço do Chianti Clássico DOCG 2008  91 pontos de R. Parker, que agora passa a custar R$ 98,00.

Conseguimos o melhor Moscato d´Asti, segundo Robert Parker e a sua referência da denominação Paolo Saracco.
 
Agora vamos falar um pouco da Espanha, que está em grande fase, produzindo ótimos exemplares com preços bastante atrativos.

Da Ribera Del Duero estão chegando as seguintes bodegas:
 
- San Pedro Regalado com seu vinho Embocadero 2008 91 pontos de R. Parker, custando R$ 45,00;
 
- J. Alberto Calvo Casajus ( foto do fundador a cima ), com Splendore 2007 R$  43,00  91 Robert Parker, Vendimia Selecionada 2007 R$  85,00 Robert Parker 92 e Antigos Viñedos 2007 R$ 130,00 com 93 Robert Parker.
 
Da região de Rias Baixas, famosa pelos seus excepcionais brancos, considerados os melhores do país esta chegando a Bodega Don Olegário, que produz o melhor Albariño segundo a revista Wine Spirt, Alberiño 2010 R$  79,00.
 
De uma região ainda pouco conhecida no Brasil, a Calatayud conhecida por seus vinhedos velhos de Garnacha vem a Bodega Langa, com seu vinho Real de Aragon 2007, a R$ 45,00 e com 90 pontos do Parker.

Falando da França, do Valle do Loire um novo produtor altamente prestigiado, Henri Bourgeois, famoso pelos seus excelentes Sancerre e Pouilly Fumé a grande origem da Sauvignon Blanc. Além disso teremos um excepcional custo beneficio na sua linha Petit Bourgeois (Sauvignon Blanc e Cabernet Franc)

Da Borgonha conseguimos um grande achado, a Domaine Forgeot do Grupo Bouchard que tem na sua virtude ter excelente relação preço-qualidade.

Ainda na Borgonha dois novos produtores focados em qualidade e terroir: Domaine d’Eugenie (Vosne Romanée) pequena propriedade do emblemático Château Latour. Do pequeno vilarejo de Corton, o Domaine Chandon de Briailles.

De Portugal estamos trazendo um grande nome da região do Douro, a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo. Produzem vinhos de alta classe, modernos, mas sempre mantendo a tipicidade da região.Propriedade da tradicional família Amorim, que é líder em produção de rolhas. Começou a produzir em uma pequena unidade no ano 1870.

Adquirimos uma excelente seleção de vinhos exclusivos com excelente preço. São vinhos que custam entre 39 a 150 reais.

Do Valle de Uco, a região mais badalada em Mendoza, chega a vinícola Zorzal. Sem dúvidas vai surpreender pois os vinhos são excelente e os preços corretos.

A cada ano melhoramos o nosso portfólio de forma cautelosa e sempre focando na relação preço-qualidade. Hoje posso afirmar com orgulho que temos a MELHOR seleção de vinhos do mercado.

O nosso catálogo ficou pronto hoje e já está na gráfica, o teremos pronto em aproximadamente 10 dias, ficou realmente espetacular.

Moscato D’ Asti Saracco ( Novidade )

24 de março de 2011

 

Produtor excepcional apontado por Robert Parker como a referencia no Piemonte na produção de Moscato d’Asti

 

 

Continuando o processo de expansão de nosso portfólio com muita coerência, escolhendo com cautela, para sempre focar a qualidade e preço atrativo, anunciamos a chegada de mais um pequeno produtor.

Trata-se da vinícola Saracco, um verdadeiro achado, um dos únicos produtores considerado referência em Moscato. Com conceito 100% familiar, está em mãos da mesma família há mais de 100 anos.
 
A cepa Moscato chegou ao Piemonte em meados de 1200, trazida pelos monges Beneditinos e Cistercienses, que usaram as plantas trazidas pelos cavaleiros das cruzadas que retornavam do oriente médio. Os primeiros registros escritos da Moscato do comércio vinícola remonta a 1593.

É uma uva de aroma muito fragrante, remetendo notas frutadas e florais. O Moscato d’Asti tem teor alcoólico baixo, doce e levemente frisante, acompanha bem sobremesas, e por contraste casa muito bem com presuntos.

Espanha mais forte do que nunca na Grand Cru

10 de fevereiro de 2011

A Espanha tem umas das maiores áreas vinícola do mundo. Muitas regiões já são bastante conhecidas, enquanto outras começam a ganhar espaço com vinhos distintos feitos com suas cepas autóctones

Além da tradicional cepa Tempranillo, plantada em todo o país (sobretudo na Rioja, Ribeira Del Duero e Toro), vale apena destacar a qualidade e potencial de outras uvas como: Cariñena e Garnacha (Priorato e Montsant), Monastrell (Jumilla), Albariño (Rias Baixas), Mencia (Bierzo), Trepat, Parellada, Xarello (Cava / Penedes), Malvasia, Viura, Verdejo (Rioja e Rueda), entre outras.

Rioja 

Em nosso portfólio temos os dois melhores produtores da atualidade nas duas principais regiões. Na Rioja, a região mais tradicional, o destaque vai para a Bodega Contador, do enólogo Benjamin Romeo, considerado um gênio que modernizou toda a região. Isso porque Romeo mostrou que poderiam produzir grandes vinhos sem precisar usar os métodos ultrapassados de envelhecimento excessivo em carvalho.

E tem novidades no portfólio. Duas novas bodegas acabaram de chegar, aumentando as opções da região: a Bodega Domeco de Jarauta e a Heras de Cordon. Ambas produzem vinhos com um conceito moderno sem perder o estilo tradicional da região, e, o melhor, com preços acessíveis.

Ribera Del Duero 

Enquanto a Rioja vivia de tradição, ficando estagnada com seus vinhos madeirados, a Ribeira despontava na produção de vinhos consistentes, frutados e bastante complexos. Durante muito tempo, a região viveu apenas de um excelente produtor. Mas as coisas começaram a mudar a partir do final dos anos 80 e hoje a Ribera tem tanto prestigio quanto a Rioja, mas com maior numero de vinhos premiados pela crítica internacional.

Em relação a esse território, a Grand Cru representa com exclusividade o vinho mais raro da Espanha, o Pingus, que muitas vezes conseguimos safras difíceis de encontrar até mesmo em seu país de origem.

A bodega Domínio de Pingus é um projeto do dinamarquês Peter Sisseck, que após trabalhar em Bordeaux comprou algumas vinhas velhas de Tempranillo. Sua primeira safra, em 1995, chamou a atenção de toda a crítica, tamanha a qualidade. Sua pequena produção é totalmente biodinâmica, conceito cada vez mais aplicado nas principais regiões. Tive o prazer de provar  recentemente a safra 2004 ( 100 de R. Parker ), uma das melhores nos últimos anos na Ribera Del Duero. Outro projeto de Peter Sisseck é a Quinta da Sardonia, também biodinâmico.

Aqui na Grand Cru, a novidade da Ribera Del Duero são os vinhos da tradicional bodega Matarromera, que tem em seu grupo a bodega Emina, instalada também na região de Rueda. Outra ótima aquisicao é a bodega Arrocal, que hoje é uma das marcas mais consumidas na Espanha.

Toro  

A região, que está muito na moda atualmente, vem aprimorando suas técnicas, reduzindo a intensidade de madeira e preservando cada vez mais a fruta. Localizada a oeste de Valladolid, seus vinhedos são basicamente de Tinta Del Toro (Tempranillo em sua variação).

Nosso produtor da região é a bodega Maurodos, propriedade de Mariano Garcia, que foi enólogo do Vega Sicilia por 25 anos. Seu primeiro vinho é o San Roman e o segundo é o excelente Prima.

Em termos de novidade, acaba de chegar a Bodega Campiña, que se encaixa perfeitamente em nosso conceito, produzindo vinhos realmente interessantes e preços convidativos.

 E aqui, todas as novidades da Espanha no nosso portfólio:

Bodegas Domeco de Jarauto RiojaLar de Sotomayor Vendimia Selecionada 2007 R$ 54,00
 
Heras Cordon Rioja
Heras Cordon Vendimia Selecionada 2007 R$ 78,00
Heras Cordon Reserva 2004  R$ 120,00

Arrocal – Ribera del Duero
Tinto
Mayorazgo Joven 2009  R$ 29,00
Mayorazgo Roble 2008  R$ 39,00
Mayorazgo Crianza 2007 R$ 55,00
Arrocal 2008  R$ 55,00
Arrocal Seleccion 2006 110,00
Arrocal Angel 2006 R$ 220,00
Arrocal Maximo 2005 R$ 330,00
 
Matarromera – Ribera del Duero
Tinto
Matarromera Melior 2007 R$ 39,00
Matarromera Crianza 2007 R$ 95,00
Matarromera Reserva 2005 R$ 145,00
 
Emina – Rueda/Ribera del Duero
Branco – Rueda
Emina Verdejo 2009 R$ 29,00
Emina Sauvignon 2009 R$ 29,00
Tinto – Ribera del Duero
Emina 6 meses 2007 R$ 39,00
Emina 12 meses 2007 R$ 79,00
Emina Prestigio 2006 R$ 98,00
Emina 400 2005 R$ 180,00
Emina Atio 2003 R$ 190,00

Sabor Real Toro
Sabor Real 2008 R$ 35,00
Sabor Real Viñas Centenárias 2007 R$ 49,00

Mas Martinet – Priorato

Clos Martinet Menut 2006 R$ 59,00

 

 

Vinhos importados pela Grand Cru dominam o principal concurso da America do Sul

8 de fevereiro de 2011

 

O Wines of Chile Awards 2011 foi realmente um sucesso. A edição deste ano celebrou bi-centenário da independência chilena e teve como convidados os principais jornalistas e profissionais especializados de todos os continentes. Entre os mais badalados estavam: Steven Spurrier, da revista Decanter, Oz Clarke (famoso autor de livros de vinhos), Joshua Greene, da Wine & Spirits, Josh Reynolds, da Stephen Tanzer´s International Wine Cellar, Michael Schachner, da Wine Enthusiast, entre outros.

O grande vencedor do concurso foi o Tabalí Syrah Reserva Especial, da bodega pioneira no vale do Limarí, norte do Chile, região onde a amplitude térmica causada pela proximidade do mar permite uma maturação perfeita para uvas delicadas, como a Pinot Noir e algumas brancas. Mas a cepa destaque no Limarí é a Syrah. Diversos vinhos de todo o país foram degustados, e levaram as medalhas de ouro os seguintes rótulos do catálogo Grand Cru:
 

 
Sideral 2007
– da Viña Altair, considerada um boutique, produzindo apenas duas etiquetas, Altair e Sideral;
 
Koyle Royale Syrah 2007 – da Bodega Koyle, novo projeto da família Undurraga no vale do Colchaga. Seus vinhos são produzidos no método biodinâmico;
 
Leyda Lot 05 Chardonnay 2009 – da Bodega Leyda , a primeira vinícola a produzir vinhos no excelente terroir do vale do Leyda, na costa chilena. O Lot 05 tem apenas 4 hectares de Chardonnay para a produção deste que é um dos grandes brancos sul-americanos;
 
EQ Pinot Noir 2009 – da Bodega Matetic. Instalada no vale do San Antonio, apostou no conceito biodinâmico, produzindo vinhos sempre destacados por elegância e frescor;
 
Medalla Real Sauvignon Blanc 2009 – da Viña Santa Rita, vinícola fundada em 1880, sendo uma das primeiras a produzir um Cabernet Sauvignon excepcional no Chile. A enóloga Cecilia Torres apostou no terroir chileno, pesquisando a melhor região para cada cepa. Com isso, a partir de 2008, o Medalla Real Sauvignon Blanc que era feito no vale de Casa Blanca passou a ser produzido com uvas plantadas no vale do Leyda, considerado o melhor para cepa de difícil adaptação.

 

Por categoria mais vinhos da Grand Cru levaram os prêmios principais, segue a lista.

 

Melhor Pinot Noir: Leyda Lot 21 2009

 

Melhor Branco Best Value: Leyda Single Vineyard Garuma Sauvignon Blanc 2010

 

Melhor Branco:  Leyda Single Vineyard Garuma Sauvignon Blanc 2010

 

Melhor Branco outras Castas: Leyda Vineyard Neblina Riesling 2008

 

Melhor Syrah: Tabalí Reserva Syrah 2008

 
 
O Chile foi um dos primeiros países do Novo Mundo a conseguir produzir vinhos que não ficam devendo em nada para os mais tradicionais, como a França e a Itália.
Cada vez mais a Grand Cru atingi seus objetivos, focando sempre produtores de altíssima qualidade e preços acessíveis. É por isso que hoje temos o mais premiado portfólio de vinhos chilenos do Brasil!