Santa Rita 130 anos

13 de abril de 2010

Desde sua fundação, em 1880, a Viña Santa Rita destacou-se pela excelência na qualidade de seus vinhos. Uma das pioneiras na introdução de cepas francesas e técnicas modernas, a vinícola atinge resultados surpreendentes, principalmente com Cabernet Sauvignon, e vinhos de corte, como o excepcional Triple C.

Instalada no Alto Jahuel, no vale do Maipo, a Santa Rita tem uma ótima estrutura para receber turistas e profissionais, com sala para degustações, restaurante e o casarão histórico transformado em hotel.

Sobre os vinhos, é notável o padrão de qualidade desde sua linha de entrada, o 120, ao aclamado Casa Real, considerado um dos melhores Cabernet Sauvignon da América do Sul. Já a linha Medalla Real, ampliada recentemente com outras cepas, tem uma das melhores relações de custo x benefício do Chile, com destaque para a Petit-Syrah, um vinho aveludado, amplo em frutas negras e especiarias.

Sua principal enóloga, Cecília Torres – considerada a melhor enóloga do Chile e também um dos três melhores enólogos da América do Sul -, é a responsável pela equipe de enólogos dessa conceituada vinícola.

Como há muitos rótulos chilenos de nome semelhante no mercado, ainda existe uma certa confusão aqui no Brasil a respeito dessas vinícolas, o que muitas vezes nos limita o consumo e acaba, por conta de algumas experiências ruins, nos impedindo de desfrutar vinhos de alto padrão da vinicultura chilena.

Quem não conhece deve provar para conhecer e comparar com algumas bodegas que também têm o primeiro nome de Santa, mas que, no entanto, não possuem o padrão de qualidade da Santa Rita.

Realização do 4° Encontro dos Sommeliers

5 de abril de 2010

A Grand Cru realizou no mês de marco o 4° Encontro dos Sommeliers. Este ano o tradicional encontro aconteceu no Hotel Delphin, na praia da Enseada, no Guarujá.

O evento foi um sucesso e recebeu mais de 70 sommeliers de renomados restaurantes do país e também de lojas especializadas.

Foram dois dias de palestras e degustações com a presença de alguns dos nossos produtores.

Entre os visitantes estava Stefano Maggini, gerente de exportação da italiana Feudo Maccari. A vinícola da Sicilia não era muito conhecida entre os profissionais por estar há pouco tempo no Brasil, mas rapidamente tornou-se uma ótima surpresa para todos, já que seus vinhos mostraram-se elegantes e cheios de frescor.

Flávio de Souza, um dos sommeliers do restaurante Figueira Rubaiyat, ficou fascinado pelo Feudo Maccari Nero d´Avola 2007, que custa apenas R$ 59 e, segundo ele mesmo, é uma grande opção para vender em taça.

Outra estrela do evento foi da Bodega Escorihuela Gascón, de Mendoza, representada por Gustavo Marin. Uma das mais antigas vinícolas da Argentina, a Escorihuela apresentou vinhos modernos e fáceis de beber ainda jovens.

E, por fim, o grupo TabalíLeyda, representado na ocasião pelo enólogo Max Daraidou, marcou presença com seus vinhos já consolidados no mercado brasileiro.

Além das degustações com nossos ilustres visitantes, eu ainda conduzi uma degustação de vinhos do Velho Mundo que se encaixam muito bem nas cartas dos restaurantes por serem produtos de excelente preço-qualidade. Ednaldo, um dos sommeliers do restaurante Bela Sintra, elogiou muito o vinho Macon Lugny, produzido por Bouchard.

O resultado do evento foi muito interessante, pois podemos mostrar que a Grand Cru, além dos excelentes vinhos acessíveis do Novo Mundo, tem inúmeras opções de vinhos do Velho Mundo com ótima relação custo x benefício.

Alvarinho com Bacalhau, uma dica imperdível para a Páscoa

1 de abril de 2010

A casta Alvarinho da região de vinhos verdes, plantada principalmente na sub-regiao de Monção e Melgaco onde atinge elevadíssimo nível de qualidade, produz vinhos com personalidade e caráter.

Suas características minerais, frutadas e muitas vezes cítricas com belíssima acidez e ótima estrutura, fazem deste vinho um dos grandes brancos do mundo.

O Alvarinho Dorado é produto de duas quintas, ambas propriedade da família Dorado: a Quinta do Feital e a Quinta do Dorado situadas em Paderne, Melgaço, em plena região do Alvarinho. Com adega própria, construída em 1996 e inaugurada na colheita de 2000.


Este Dorado Superior é do tipo o que  foi privilegiada a maturidade da fruta para obtenção de um vinho mais estruturado e encorpado. Um branco cheio, fresco e distante dos padrões do Alvarinho comum. É mais parecido com o Albariño galego.


História

Segundo a obra realizada pelo Conde D’Aurora em 1962 intitulada “Itinerário do primeiro vinho exportado de Portugal para a Grã-bretanha”, o primeiro vinho a ser exportado para aquela país não foi o vinho do porto, mas sim o vinho de Monção. Conde D’Aurora refere que existem referências de ingleses estabelecidos em Monção e em Viana do Castelo, onde estava sedeada um importante firma britânica “Hunt Roop Teage & C”, grande importadora de bacalhau e exportadora de vinhos. Segundo José Cerqueira o vinho era transportado pelo rio, partindo da freguesia de Cortes ou Lapela no concelho de Monção, e seguia para Viana onde era trocado por bacalhau. Conde D’Aurora refere que existem referências que em 1353 realizaram-se trocas de vinho verde por bacalhau e em 1678 fornecimento de vinho verde à British Naval Comissioners, na barra de Viana. ( Fonte Wikipédia )

Quinta da Sardonia 2004 RP96

23 de março de 2010

Este novo projeto é de  Sisseck proprietário do Dominio de Pingus,o vinho mais importante e raro da Espanha.  As vinhas são cultivadas usando princípios biodinâmicos. A Quinta Sardonia 2004 é um blend de 36% Tinto Fino, 30% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 5% Syrah, 5% Cabernet Franc, Malbec 3% e 1% Petit Verdot .

A safra 2004 foi uma das melhores da história na Espanha, principalmente na Ribera del Duero. O Quinta da Sardonia  é um verdadeiro achado e  recebeu 96 pontos de Robert Parker. Vinho vigoroso e elegante. Podendo ser degustado agora com uma breve decantação. Outra boa idéia é guardar este grande vinho,  pois possui uma ótima estrutura tânica e acidez vivaz.

Preciosidades produzidas por Frescobaldi

18 de março de 2010

Com 700 anos de tradição em produção de vinhos na Toscana, a família frescobaldi foi uma das primeiras a plantarem castas francesas na Itália.

Dois grandes vinhos são produzidos no castelo de Nipozzano construído em meados do ano 1000, o Montesodi Riserva 100% Sangiovese com uvas de vinhedo único plantados a 400 de altitude.

O Mormoreto Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot plantados a 150 anos, sua primeira colheita foi em 1983 vinho opulento, firmes de grande persistência e guarda.

Construído em 1100 o CastelGiocondo localizado a sudoeste de Montalcino foi um dos primeiros a produzir Brunello Montalcino, com vinhedos plantados de 180 a 400 metros de altitude. O Lamaione Merlot com grande complexidade aromática, corpo pleno e final longo.

A Tenuta de Castglione em Chiant produz o Giramonte Merlot e Sangiovese um vinho profundo e elegante.

Luce della Vita nasceu em 1995 em  Montalcino com a participação de Robert Mondavi um dos maiores nomes da Califórnia. A partir de 2005 Frescobaldi adquiriu toda a propriedade, o fabuloso Luce Sangiovese e Merlot com toque de modernidade somada a elegância e tradição italiana.


Viña Cobos

13 de março de 2010

Contando com a consultoria de Paul Hobbs,  um dos principais nomes da Califórnia que também é socio do casal Marchiori e também um vinhedo excepcional em Perdriel com vinhas de 60 a 80 anos, a Viña Cobos é sem duvida alguma a mais aclamada bodega da Argentina.

A espetacular safra de 2006 consolidou definidamente o Cobos Malbec como um dos melhores vinhos sulamericanos que obteve nada menos que 99 pontos de Robert Parker.

A casta Loureiro

8 de março de 2010

A Casta ( uva ) Loureiro é largamente cultivada na região dos Vinhos Verdes, porém é originaria do vale do rio Lima. É muito produtiva e fértil, recentemente foi considerada uma casta nobre.
Os cachos são grandes e não muito compactos, os bagos são médios e de cor amarela ou esverdeadas. Os vinhos produzidos com a casta Loureiro possuem acidez elevada, aromas florais e frutados.
Alem de produzir vinhos monovarietais, também é utilizada em vinhos de cortes, onde é combinada com Trajadura e Arinto.

Sinônimos da casta Loureiro:
Loureira ou Branco Redondo no conselho da Povoa de Varzim;
Dourado em Viana do Castelo;
Marques nos conselhos de Paco de Ferreira, Santo Tirso e Caminha

Na Grand Cru temos dois exemplares maravilhosos produzidos com esta nobre casta o Quinta do Ameal fermentado e envelhecido em cubas de aço inox, e o Quinta do Ameal Escolha fermentado e envelhecido por seis meses em tonéis de carvalho novo francês.

A Itália bem representada na Grand Cru

8 de março de 2010

 

O nome Itália vem da Roma Antiga. Os romanos chamavam o sul da península italiana de Italia, que significa “terra de bois” ou “terra de pastos”. Os Gregos chamavam de Enotria ( terra do vinho ).

Na próxima semana estaremos realizando uma promoção imperdível com grandes vinhos deste país, dentre os quais destaco os chamados “Super-Toscanos.

O fenômeno Super-Toscano começou nos anos 70, quando alguns produtores decidiram criar um novo estilo de vinho. Os vinhos eram chamados Super Toscanos, porque eram produzidos fora da zona do Chianti, ou porque suas uvas eram misturadas com variedades (Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Cabernet Franc), que não eram aceitas pelos requerimentos do DOCG para o Chianti, ou porque tinham 100% de Sangiovese que, antigamente, era proibido na zona do Chianti.

Allegrini na Grand Cru

3 de março de 2010

A Grand Cru promoveu na tarde dessa terça-feira mais uma degustação para sommeliers e jornalistas com presença de um produtor italiano. Desta vez, degustamos os excelentes vinhos da vinícola Allegrini, do Veneto. O simpático e irreverente Robin Shay falou dos conceitos da tradicionalíssima vinícola, enquanto eu conduzia a degustação.

O primeiro vinho foi o Corte Giara Pinot Grigio 2008, bastante fresco e equilibrado.

O segundo foi o La Grola 2005 (70% Corvina, 15% Rondinella, 10% Syrah e 5% Sangiovese), que apresentou boa intensidade aromática e ótima fruta. Na boca ainda um pouco jovem, mas com taninos firmes que demonstram potencial de guarda.

O terceiro vinho faz parte do projeto da Allegrini que fica em Bolgheri, na Toscana. O Sondraia 2005 (65% Cabernet Sauvignon, 25% Merlot e 10% Cabernet Franc) apresentou aromas intensos de couro, frutas negras e tabaco. Na boca tem álcool e acidez bem integrados.

O quarto vinho foi o Brunello di Montalcino 2004 San Polo que faz parte de outro projeto da Allegrini em Montalcino, no coração da Toscana. Foi um dos vinhos mais elogiados pelos profissionais presentes na prova, com aromas tostados, tabaco e muito fresco. Na boca, mostra sedutora complexidade e taninos muito finos.

Para finalizar com chave de ouro, o quinto vinho foi o clássico Amarone 2004 Allegrini, talvez o vinho mais italiano de todos. Embora em sua plena juventude, já se mostra bastante pronto para ser degustado. Frutas secas, compota e frescor predominavam. Bastante macio na boca, encantou por sua tipicidade e persistência.

Boas Vindas

1 de março de 2010

É com enorme prazer que apresento meu Blog totalmente reformulado. Vamos interagir sobre degustações, novidades, vinícolas, viagens e assuntos ligados ao prazeroso mundo dos vinhos.